Timidez + Função CEO Especial + Escrita Criativa

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Por:Tatiana Amaral
Docinhos | Lançamento | Notícias

08

ago 2017

Oi, pessoal!

Não sei se já comentei com vocês aqui, mas estou fazendo coaching (e amando), o que me forçou a fazer uma coisa que eu fugi a vida inteira: me organizar (sim, eu sou sagitariana e isso é bem meu mesmo). Então, após dois meses esquematizando tudo o que preciso fazer para a minha vida pessoal e influenciar na fluidez da minha vida profissional, consegui organizar minha agenda e me comprometer com um texto por semana aqui para vocês (eu sei, já prometi isso várias vezes, mas agora vai rsrsrsrrs).

O que pretendo fazer aqui? Bom, eu quero contar um pouco de tudo, né? Afinal de contas a minha carreira me ajuda a ter sempre novidades, mudando a cada semana a minha já tão apertada agenda.

Para começar vou contar sobre o trabalho que estamos fazendo sobre a minha timidez. Constantemente sou abordada em eventos com perguntas sobre tal assunto. É isso, sou tímida. As pessoas se perguntam como pode isso? Ela escreve erótico! Gente, eu escrevo porque não preciso olhar para ninguém quando as ideias aparecem em minha cabeça, se eu precisasse fazer isso acredito que nenhuma linha seria escrita. Mas eu sei que ser tímida no mundo de hoje é um pouco fora dos padrões, principalmente quando você se torna uma pessoa pública e todos os dias precisa conviver com pessoas que amam saber sobre você, mesmo que isso te cause tontura, as mãos fiquem geladas, a garganta seca, o rosto quente e as palavras simplesmente desapareçam da sua cabeça. É bem assim comigo.

Por isso comecei a gravar pequenos vídeos e postar lá na minha página oficial do Facebook, sempre falando um pouco sobre algum assunto. Vou me explicar melhor: depois de análise, consulta com psicólogos, com treinadores para a mídia, assessoria e coaching (ufa!), chegamos à conclusão de que se eu começar a falar um pouco sobre o meu trabalho, mesmo que seja para a tela de um celular, eu vou realmente aprender a deixar fluir. E eu acho honestamente que deu certo, já que me sinto bem mais confortável. Por isso o meu compromisso é: gravar um vídeo toda terça e postar lá na página para vocês. O que eu vou querer? Bom, mandem perguntas nos comentários do vídeo para que eu possa responder no da semana seguinte. Podem perguntar tudo o que querem saber e eu vou tentar responder sem ficar vermelha como um tomate. Combinado?

Um segundo assunto bem legal é o Selo Dourado que ganhei da Saraiva para a Trilogia Função CEO. Gente, o livro está maravilhosoooooo!!!! Com novas capas, nova revisão e nova diagramação. Mas é uma tiragem bem pequena porque é comemorativa e para colecionadores, então se você é mais uma apaixonada pelo Robert e pela Melissa, corre porque vai acabar rapidinho. Para quem curte o e-book, a nova versão já está disponível na Amazon e na Saraiva, ok?

E por último, mas tão legal quanto o restante do texto, eu quero dividir com vocês um textinho que escrevi como atividade sobre escrita criativa. Claro, eu ainda estudo. Vai ser assim pelo resto da minha vida, porque acredito fielmente que preciso estar em constante evolução, então, no momento, estou estudando escrita criativa e a atividade foi bem interessante: construir um texto de uma página sem escrever a palavra “não”, e gente, deu um trabalhão! Eu nem imaginava que usava tanto esta palavra rsrsrsrsrsrsrs demorou, mas ficou prontinho.

Eu já tinha comentado antes em minhas lives que estou escrevendo aos poucos um livro chamado: Gabriel Ross – O livro sem nome, que é um livro tenso, lindo e delicioso. Pois bem, fiz a atividade em cima da ideia do livro. Espero que vocês gostem!

   Aurora era uma garota tranquila, daquelas que levava uma vida simples sem se importar com luxos ou posições sociais. Filha de um casal humilde, vivia em Paraty desde que nasceu. Seu pai, Sr. Ivo, era gerente de um pequeno hotel da região. Sua mãe, a Sra. Maria da Dores, ou Dorinha, como todos a chamam, era dona de casa e uma mulher sonhadora, daquelas que vivem com um romance ao alcance das mãos e, por este motivo, estava sempre frustrada com a vida real.

Dona Dorinha acreditava no amor arrebatador, no homem bem-sucedido que faria todos os esforços para dar a mulher amada o melhor. Sonhava com uma casa maravilhosa, com alguns empregados, com dias em salão de beleza e móveis modernos para uma decoração perfeita. Contudo nada disso condizia com a sua realidade.

O Sr. Ivo era um homem honesto e prezava esta sua característica. Esforçado, fazia de tudo para que nada faltasse em sua casa, mas nunca se sentia recompensado. A esposa era infeliz, o filho, Otelo, um menino mimado, estragado pelos sonhos de grandeza da mãe, só dava trabalho. Nada do que fazia era o suficiente e a sua única satisfação era a filha Aurora, sempre alegre e que compartilhava os seus valores.

Paraty era uma cidade pacata, turística e cheia de atividades culturais, do tipo que a filha adorava. Esforçada, a menina estudava com afinco, fazia amizade facilmente, era muito querida por todos. Aurora era uma promessa, assim o Sr. Ivo gostava de pensar. A filha conseguiria crescer na vida pelos seus esforços, o que sempre seria um orgulho.

Ao contrário do Sr. Ivo, Dona Dorinha vivia desgostosa com a filha. Uma menina tão linda como Aurora merecia uma vida melhor, facilmente um rapaz rico se encantaria pela garota e faria todas as suas vontades. Seria um casamento perfeito, ela pensava já sonhando com a possibilidade de mudar de vida, já que a vida jamais esqueceria dos seus pais, não é mesmo?

Mas Aurora se contentava com cadernos de capa bonita, um diário para escrever as suas lembranças e em ajudar o pai em trabalhos temporários na alta estação, algo que fazia com prazer, além de sempre render uma melhor condição à família. Ela nunca desejou uma vida fácil construída com casamentos vantajosos, como sempre dizia a mãe.

Para Aurora a felicidade era algo fácil e simples, um bom emprego para pagar as contas, uma casa firme e aconchegante, o direito de sempre poder colocar os pés na areia e tomar banho nas águas maravilhosas de sua cidade. O casamento seria uma consequência, que aconteceria quando se apaixonasse de verdade, então seria feliz por completo.

Mas Aurora nutria uma paixão típica da sua idade, como uma adolescente normal, a garota se interessava por garotos, por um garoto em especial, o que sempre foi considerado por ela como o menino mais bonito de Paraty, o mais interessante, inteligente e agradável. Gabriel Ross era o nome que mais aparecia em seus diários, mas que era mantido em segredo, com exceção da sua melhor amiga, Fátima, ou Fatinha, que sabia de tudo da sua vida.

Gabriel Ross gostava de frequentar a cidade onde seu pai tinha grandes investimentos e era onde costumava encontrar Aurora e outros colegas. Ele era um menino gentil, sem nenhum interesse mais profundo em qualquer garota que frequentava o seu grupo. Na verdade, Gabriel se interessava pelas meninas do Rio de Janeiro, onde vivia com a família. Essas eram mais de acordo com as suas necessidades de adolescente, apesar de saber que hormônios sempre eram hormônios, independente da cidade ou dos costumes.

Ele não sonhava com grandes paixões. Aos 17 anos tinha beijado garotas o suficiente para saber que era muito mais divertido variedade do que fidelidade. Ele também sabia que seu destino estava muito longe dali, de Paraty, do Rio de Janeiro, até mesmo do Brasil.

Filho de alemão legítimo, naturalizado brasileiro, e futuro herdeiro de uma fortuna inestimável, Gabriel já aceitava a ideia de estudar fora do país em um ano e quem sabe até, nunca mais voltar.

Pelo menos era naquilo que ele acreditava. Mas Gabriel nunca imaginou que em tão pouco tempo tudo em sua vida mudaria para jamais voltar ao normal. Uma paixão repentina, um desastre amoroso, a fuga da mãe para viver o seu grande amor e o suicídio do seu pai foram os motivos para torná-lo outra pessoa. Gabriel Ross se tornou um homem frio, calculista e vingativo, tudo o que Aurora rejeitava em sua vida.

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Salvador, Bahia. Brasil

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